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Silas Correa Leite

Silas Correa Leite

Silas Correa Leite tem 56 anos, é Teórico da Educação, Jornalista Comunitário e Coordenador de Pesquisas da FAPESP/USP em Culturas Juvenis. Começou a escrever aos 16 anos no jornal O Guarani de Itararé. De família pobre, migrou para SP em 1970 com 18 anos e a quarta-séria do curso primário. Voltou a estudar, fez Direito, Geografia. É Especialista em Educação (Mackenzie), com extensão universitária em Literatura na Comunicação (ECA) e Direitos Humanos e Cidadania. Autor de Porta-Lapsos, Campo de Trigo Com Corvos e do e-book de sucesso O Rinoceronte de Clarice, onze ficções, todas falando de Itararé. Premiado em vários concursos no Brasil e no Exterior. É autor do oficial Hino ao Itarareense. E-mail para contatos: poesilas@terra.com.br Site: www.itarare.com.br/silas.htm Blogues: www.portas-lapsos.zip.net e www.campodetrigocomcorvos.zip.net

Artigo

12/12/2011 “SALMO DE NATAL DE ITARARÉ


“SALMO DE NATAL DE ITARARÉ"
(Itararé da Infância – Meu Reino Encantado)
Para Clarice Leite dos Santos, Minha Irmã

Minha Infância, meu maior tesouro
Ruas cor-de-rosa de Itararé
Éramos felizes e ninguém estava morto
Galos, noites e quintais; pirilâmpadas.
A mãe no tanque lavando roupa
O pai solando abismo de rosas no acordeão vermelho
Clarice, Sueli, Erzita, Célio e Paulo
E tínhamos todos os sonhos pueris do mundo...

Minha infância, minha Terra do Nunca
Nunca ninguém iria morrer
Nem ,jamais, nunca passaríamos fome
As estrelas eram como buscapés no horizonte.
A sopa de fubá com couve rasgada
O pai na Rádio Clube em programa protestante
Dona Eugênia, Maestro Antenor, e a Judite
Que nos trazia sempre guloseimas no Natal...

Minha infância, meu reino encantado
Agora é só um retrato na parede
O pai foi tocar acordeão para Deus
A mãe foi fazer polenta para Jesuscristinho no céu.
Nosso Natal é licor de ausências
Saudades de um tempo que já se foi no longe
Meu pinheirinho elétrico, pisca, colorido
Doces lembranças de minhas amanhecenças...

Minha infância. Meu Natal pobrinho
Carrinho de rolimãs, e Itararé
Toda encantada como uma Pasarágada que ali
Enfeitava a chiqueza de meu jeito de guri.
Hoje guardo no coração, dorido
Esse menino que cresceu; que tenho sido
Uma Itararézinha itinerante a salmar
Um Natal – Que é sempre a saudade do Lar!
-0-
Silas Correa Leite – República Etílico-Rural da Estância Boêmia Santa Itararé das Artes
E-mail: poesilas@terra.com.br - Site: www.portas-lapsos.zip.net
Poema da Série “Eram os Itarareenses Andorinhas Extraterrestres?”
www.itarare.com.br


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