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Silas Correa Leite

Silas Correa Leite

Silas Correa Leite tem 56 anos, é Teórico da Educação, Jornalista Comunitário e Coordenador de Pesquisas da FAPESP/USP em Culturas Juvenis. Começou a escrever aos 16 anos no jornal O Guarani de Itararé. De família pobre, migrou para SP em 1970 com 18 anos e a quarta-séria do curso primário. Voltou a estudar, fez Direito, Geografia. É Especialista em Educação (Mackenzie), com extensão universitária em Literatura na Comunicação (ECA) e Direitos Humanos e Cidadania. Autor de Porta-Lapsos, Campo de Trigo Com Corvos e do e-book de sucesso O Rinoceronte de Clarice, onze ficções, todas falando de Itararé. Premiado em vários concursos no Brasil e no Exterior. É autor do oficial Hino ao Itarareense. E-mail para contatos: poesilas@terra.com.br Site: www.itarare.com.br/silas.htm Blogues: www.portas-lapsos.zip.net e www.campodetrigocomcorvos.zip.net

Artigo

14/07/2011 Há Uma Terra Além do Rio Verde - Silas Correa Leite


De um lado, o Rio Verde é um sinal de que estamos chegando.

De outro lado, o Rio Itararé nos divisa uma Aldeia encantada lá no alto.

Há um coração plantado à beira do Rio Itararé

Mais: há uma terra além do rio verde...



Nascemos lá: fomos lá plantados pelos deuses.

Crescemos ouvindo barulho de trens, boêmios, andorinhas...

E a Banda Furiosa com o Miano atrás, mais o Dito Rufino todo emperiquitado, todo trancham

E o Maé Cordeirinho na Rádio Clube de Itararé...



Há uma terra muito além do Rio Verde

Paralelepípedos como cacau quebrado; pinheiros e forfés

E saudades do Bar do Fecha Nunca do Miro Vaca, ou do Bar do Tunico Bitencourt, do Bar do Tepa, do Biribas Blues Bar

Mais a lua que vem de Itararé... nasce lá...



Não permita Deus que eu morra

Sem que volte para lá

E sem que minha lágrima escorra

Inundando o Paraná



Saudades dos poemas do Poeta Pedro Ribeiro Pinto

Da Vica com sua sombrinha rasgada da cor do arco-iris

A Festa do Trigo, as quermesses, os trovadores urbanos nas serestas

E eu um aprendiz de marceneiro na Marcenaria Estrela do Jora Leite



Cresci, fui-me embora de Itararé, lutei na vida

A mãe foi fazer polenta de milho verde pra Deus

Ando pelas ruas de Itararé como planasse sob meu coração

E tenho a alma encantada pela terra-mãe, meu berço e ninhal.



Canto Itararé em verso e prosa, embaixador itinerante

A bandeira de Itararé veste meu coração saudoso

Muito além do Rio verde há uma terra mãe que me espera

Para nela seu ser depositado. E também ser finalmente para sempre, a própria Itararé!



-0-



Silas Correa Leite – Santa Itararé das Artes, Cidade Poema, Estância Boêmia

E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogue: www.portas-lapsos.zip.net


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