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Silas Correa Leite

Silas Correa Leite

Silas Correa Leite tem 56 anos, é Teórico da Educação, Jornalista Comunitário e Coordenador de Pesquisas da FAPESP/USP em Culturas Juvenis. Começou a escrever aos 16 anos no jornal O Guarani de Itararé. De família pobre, migrou para SP em 1970 com 18 anos e a quarta-séria do curso primário. Voltou a estudar, fez Direito, Geografia. É Especialista em Educação (Mackenzie), com extensão universitária em Literatura na Comunicação (ECA) e Direitos Humanos e Cidadania. Autor de Porta-Lapsos, Campo de Trigo Com Corvos e do e-book de sucesso O Rinoceronte de Clarice, onze ficções, todas falando de Itararé. Premiado em vários concursos no Brasil e no Exterior. É autor do oficial Hino ao Itarareense. E-mail para contatos: poesilas@terra.com.br Site: www.itarare.com.br/silas.htm Blogues: www.portas-lapsos.zip.net e www.campodetrigocomcorvos.zip.net

Artigo

17/07/2012 Corinthians Campeão de Um Bando de Loucos


Poema do Grito de Gol do Corinthians
Para o Corinthians Campeão da Libertadores
04.07.2012
“Teus olhos têm o brilho da flecha/-Um
eco polido de rolar./Nossa ânsia nos une
como sombras...” Wlademir Dias-Pino

Quando você alucinado grita o GOL do seu time
... Não é só um mero Gol do Corinthians que você está berrando
É a raiva, o medo, o ódio, o dezelo – com aquela marca do prazer
De – ultrapássaro - ultrapassar todos os limites do próprio cerceamento de suas rotineiras defesas íntimas.

Quando você grita Gol; não é um Você miudinho e com neuras que na contenteza urra feito um aloprado ali
É a ocasional independência de um sistêmico corpo todo de neuras, muros e fantasmas em rotinas de impedimentos
Na verdade é o menino na alegre barulheza de voltar a brincar de ser menino e a maravilhosamente desafiar
O goleiro adversário, o síndico, o sistema, o mandante do jogo, as regras e o próprio juiz ladrão do tempo de prorrogação

O grito de gol é tribal, primitivo, ancestral. E ainda assim pós-Freud, Nietsczhe, Karl Marx, Bill Gates
Talvez um polifônico orgasmo no psicossomático portentoso que se vinga todo pimpão e altaneiro
E então você se decanta, fica leve, suave, blefa, bebe; fica jocoso e chulo como se se vingasse dos pênaltis duvidosos que sofreu na vida besta
Imaginando o seu time campeão e levantando o troféu da momentânea felicidade químico-esportiva que no circunstancial do gol impera
Na várzea de sua vidinha merreca; em rotina medíocre de pobre peão torcedor sentado numa arquibancada de outro sonho impossível
Com sua encardida bandeira de frustração pessoal na mão em utopia deslavada; como se segurasse uma roseira que desse contentezas
E a listada camisa de seu time (a sua segunda pele) naquele corinthiano grito magistral ungida de sangue, suor, cervejas. E lágrimas.
-0-
Silas Correa Leite – Estância Boêmia de santa Itararé das Artes, Cidade Poema
E-mail: poesilas@terra.com.br
WWW.portas-lapsos.zip.net


Fotos

Comentários

  • Olá amigos. A foto que foi incluida no texto seria de Gabriela Batista, que contatou a respeito. Era isso. Abraços. Silas Correa Leite
    Comentário escrito por poesilas — 2013-02-15 15:09:44

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