05/02/2012
Ah Itararé Que Amamos Tanto - Silas Correa Leite

Antiga Rua São Pedro de Muito Antes de Antigamente, Itararé, Foto Acervo Família Janson
Ah Itararé Que Amamos Tanto
“Bandeira de treze listras...
Orgulho e honra dos paulistas
Uma dessas listas vermelhas é
O sangue do povo de Itararé”
(Poetinha Silas, 1978)
Ah minha terra-mãe, Itararé, “Cidade Poema”
Quando eu voltar morto, um dia
A tua bandeira no meu corpo; cobrindo o meu coração
Pelas ruas de cacau quebrado a última vez então
Antes de ser depositado, para sempre
No túmulo, ao lado de minha saudosa mãe
No campo santo, o Cemitério “Lágrimas do Céu” de Itararé
Ah minha terra-mãe, Itararé, “Estância Boêmia”
Campos de trigo - Chão de estrelas
Minha mãe, do céu, me estendendo a mão, chorando, dirá
-Bem-vindo de volta meu filho – E me abraçará
(De novo juntos, para sempre agora)
E em Itararé do prelúdio à aurora
Serei também Itararé, onde canta a saudade e a sabiá...
Ah minha terra-mãe, Itararé, “Ninhal e Encantário”
Paleta de minha alma viajosa
Meu corpo em minha aldeia; violinos aos quatro ventos
O menino poeta voltou vitorioso, e no céu será
Uma andorinha. E numa celeste Itararézinha
Sua alma além da constelação rebrilhará
Para muito além da eternidade inteirinha!
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Silas Correa Leite, Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes
E-mail:
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